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Estaremos lançando agora a primeira de várias matérias do Projeto 10000+
Nossa partida ocorreu no dia 15 de julho de 2002, utilizamos inicialmente o Aeroporto de Congonhas (SP) e a empresa aérea Nordeste do grupo Varig. Comparecemos com mais de 1 hora de antecedência e procedemos nossos procedimentos para confirmação e despacho de malas, o aeroporto estava movimentado como sempre e entramos na área de embarque quando faltava cerca de 45 minutos para a hora de embarque, onde encontramos locais para sentar e pudemos verificar a eficiência no sistema de controle desse aeroporto.
O embarque ocorreu normalmente, no horário previsto pela companhia aérea sem maiores problemas. Nosso transporte dentro da pista ocorreu em veículos da Passaro Marrom fabricados pela Marcopolo e com pinturas especiais. Um detalhe que nos chamou a atenção foi que apesar das numerações da placa e do número de serviço dos carros serem próximos, elas não se coincidiam e além disso todos os carros tinham número de placas seguidos, indicando que foram comprados e emplacados no mesmo momento.
O veículo apresentava-se equipado com piso baixo e ar-condicionado e era com certeza muito confortável. A empresa apenas cometeu um problema na hora de liberar os passageiros para o embarque nesses carros, uma vez que foi chamado 2 vôos ao mesmo momento para o mesmo portão. O que gerou um certo tumulto no local, com desconforto claro aos passageiros de ambos os destinos.
A aeronave disponível, como informado pela empresa, era um Boing 737 que apresentava-se limpo e bem organizado para o vôo. Durante nosso trajeto todas as equipes de bordo foram cordiais e apresentaram-se de forma quase imediata a eventuais pedidos, assim como o serviço de bordo impecável. A aeronave fez escalas na cidade de Ilhéus e Salvador, antes de chegar a nosso destino na cidade de Juazeiro do Norte até alguns minutos antes do horário previsto. Uma ressalva ao serviço de bordo, vale ser colocado ao ser servido um pacote de bolachas um tanto secas entre o vôo de Ilheus (BA) e Salvador (BA) de curta duração (aproximadamente 20 minutos) mas sem maiores problemas nos demais trechos.
Na cidade de Juazeiro do Norte o desembarque ocorreu de forma um tanto fora da usuabilidade com a saída pela parte traseira da aeronave. Após o desembarque nossa equipe acabou, por coincidência, encontrando uma colega que fez o vôo via conexão em Salvador (BA). O trabalho da equipe de terra foi dificultado com certeza por serem apenas 2 pessoas para o desembarque de diversas malas, uma vez que o vôo estava cheio devido a restrições de vôo do dia anterior por problemas dos radares, demorando um tempo acima do normal para a retirada da mala.
Após serem dispostas todas as malas o primeiro problema da viagem ocorreu, curiosamente, a mala de um dos integrantes de nossa equipe e de nossa amiga foram extraviadas. Procedidos a queixa de forma usual no balcão da companhia foi determinado que a mala de nossa amiga não havia sido embacada no vôo durante sua escala em Salvador (BA) e que com isso deveria aguardar o próximo vôo para chegar a mala (em contato posterior foi nos passado que demorou mais de 30 horas para a resolução do problema pela Varig-Nordeste) e que a de nosso integrante não havia sido localizada e que teriamos ainda direito ao equivalente a U$$ 50.00 para que durante os 15 dias de prazo para a localização, e eventual re-embolso, tivessemos condição de exigir uma indenização pela perda da mala. A mala de nosso colega, mesmo com a falta de vontade da atendente que alegou que "os funcionários da área de carga pelo horário não iriam dar bola e verificar sobre a localização dela só de manhã" e que se a mala estivesse indo para Fortaleza não havia como saber uma vez que a aeronave estava em trânsito e que se houvesse seguido para lá retornaria em vôo com chegada prevista para as 5h45 da manhã. Pedido para adiantar-se o valor de indenização uma vez que seguiriamos logo de madrugada para nossa segunda etapa, ela foi-nos negada alegando que o mesmo deveria ser pedido a loja da empresa em outro local a partir das 8h da manhã e que eles não dispunham de valores. Após muito debater o máximo que foi-nos permitido foi a compra de produtos com posterior apresentação de comprovantes para o re-embolso até o máximo de U$$50.00, com isso nossa conexão das 5 da manhã foi perdida.
Seguimos em táxi para um hotel chamado TAMBAÚ onde fizemos nossa ficha e seguimos para o quarto. O frigobar foi abastecido apenas quando chegamos ao quarto e com apenas água "mineral" e refrigerantes. Não dispunha o quarto de chuveiro quente ou televisão, apenas de ar condicionado, frigobar, cama (dura por sinal), um armário e um telefone (que apresentava-se com alguns defeitos). Nossa equipe já de madrugada foi durmir e por volta das 6 horas nosso colega que teve a mala extraviada ligou para o aeroporto onde foi confirmado que sua mala foi localizada e nosso colega pediu então para que a entrega fosse feita imediatamente no hotel até para evitar maiores transtornos. A mala só chegou as 7 da manhã (1 hora depois) ao hotel trazida por um motorista de táxi, feita a verificação, foi assinada e recolhida todas as vias do chamado "processo" pelo motorista que nos informou que apresentaria a companhia para comprovar a entrega e receber sua "corrida", dizendo ainda que era eles que faziam em qualquer lugar a entrega.
Fizemos um café da manhã, bem básico, e em seguida procedemos com o fechamento da conta para prosseguir em nossa missão. Curiosamente ou não, a funcionária não verificou se haviamos consumido ou não algo no frigobar (se houvessemos, estariamos isentos de pagamento nesse momento), pedimos que ela providencia-se um táxi para a rodoviária. O táxi enviado apresentava-se com sinal de adulteração, para gás de cozinha, e foi rápido até a rodoviária onde nós desembarcamos.
Na rodoviária para sorte da equipe, existia um carro da empresa Progresso ali parado devido a atraso, um funcionário da rodoviária foi até lá e segurou o carro para nós, com ordem do bilheteiro da empresa. Chegamos lá o carro recebia a classificação de executivo, a bordo do carro da montadora Busscar estava com boa conservação e limpeza. O carro tinha apoio de pernas, ar condicionado e televisor (apesar de estarem desligados), o porta-copos foram removidos pela empresa. Foi feito uma escala rápida antes da entrada de Cajazeiras (PB) em um posto texaco para a limpeza e passageiros que desejassem comer algo. O local para a comida era horrível e como é utilizado por outras empresas, demonstra a falta de condições operacionais na região para o apoio ao passageiro terrestre.
As rodovias utilizadas apresentava um estado de conservação regular, apesar de algumas crateras na via que obrigam o motorista a ter que muitas vez dirigir em zigue-zague ou reduzir rapidamente e forte a velocidade, sob riscos de acidente. Apresentava sinalização regular para péssima, mas dentro da méida de muitas rodovias brasileiras.